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Vinte anos de regulamentação do secretariado PDF Imprimir E-mail

26 de Setembro de 2005

Jornal de Brasília

Profissionais estão se aperfeiçoando cada vez mais e exigem que o diploma seja respeitado

Quando alguém diz "secretária", em geral nos vem à mente a imagem de uma mulher discreta e elegante em um tailleur, uma expressão neutra e eficiente no rosto, anotando alguma coisa e falando ao telefone. A figura descrita acima ainda pode ser encontrada em alguns escritórios, mas não se engane: o perfil das secretárias está mudando, e elas não são mais seres sem liderança e sem opinião, cujas funções se restringem às tarefas automáticas de intermediação de ligações e do cafezinho.

No próximo 30 de setembro, Dia da Secretária, a profissão completa 20 anos de regulamentação no Brasil e em grande estilo: com curso superior de Secretariado Executivo. O curso prepara profissionais da área para tornarem-se cada vez mais assessores e gestores, e não mais peças secundárias no funcionamento da empresa. Outro ponto positivo é o ingresso de homens nesse mercado de trabalho antes eminentemente feminino. Há, ainda, a proposta da criação de um Conselho Nacional para a profissão, à semelhança dos conselhos de Medicina e Direito, que só permita a contratação para o cargo de secretário ou secretária pessoas com formação técnica ou superior na área.

leiA categoria já tem como órgão regulador a Federação Nacional dos Secretários e Secretárias (Fenassec), que congrega os sindicatos de profissionais de secretariado de todos os estados. Mas a Fenassec não tem poderes de fiscalização de contratação de profissionais. A regulamentação da profissão, de 1985, diz o seguinte: quem se forma em secretariado técnico ou executivo deve registrar-se na Delegacia Regional do Trabalho (DRT, atual Superintendência Regional do Trabalho e Emprego - SRTE) mais próxima como secretário ou secretária.

Quem, antes de 85, já exercia a profissão há pelo menos três anos ou mais, não precisou fazer curso para ser reconhecido como secretário. Foi necessário comprovar a experiência e cadastrar-se nas DRTs. A legislação recomenda às empresas que só contratem, para secretariado, profissionais com curso técnico ou superior. Não foi designado, no entanto, nenhum órgão para fazer a fiscalização.

A Fenassec pede a todos os formados em curso técnico e superior que se registrem nas DRTs tão logo tenham o diploma em mãos. "Claro que existem os que exercem sem ter nenhuma formação, mas têm muita gente que se forma e não vai até a DRT fazer o registro. A categoria precisa se unir", diz Maria do Carmo Assis, diretora da Fenassec em São Paulo. Ela informa que, atualmente, estima-se que existam 1,8 milhões de indivíduos exercendo a profissão de secretário no Brasil. Destes, somente 100 mil são registrados nas DRTs.

No Distrito Federal, o quadro da profissão não é diferente. Segundo Normélia Alves Nogueira, 50 anos, presidente do Sindicato dos Secretários e das Secretárias do DF (SISDF), existem cerca de 20 mil pessoas exercendo funções de secretariado em Brasília e nas cidades satélites, dos quais apenas 3 mil são registrados.

 

 
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